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Prevenção do câncer colorretal

Vida plena somente se conquista com saúde. E uma boa saúde se faz com prevenção.  Devido a pandemia pelo Coronavírus, esta rotina ficou em segundo plano. Como reflexo, percebemos um aumento no número de casos e atrasos no diagnóstico precoce.]

O câncer colorretal é a 4 causa de neoplasia nos EUA e no Brasil. Segundo projeção apontada pelo INCA, no triênio 2023-2025 são esperados 704 mil novos casos de câncer. 

Apesar destes números assustarem, existe uma poderosa ferramenta para se prevenir e evitar este desfecho – e isto se baseia em detectar num estágio inicial que permita um tratamento menos agressivo e com maior chance de cura ou a retirada de lesões que potencialmente poderiam evoluir para um câncer – os pólipos intestinais. 

Conforme recomendações recentes do NCCN – National Comprehensive Cancer Network, o rastreio agora se inicia a partir dos 45 anos de idade. E como os sintomas são inespecíficos, desde dores abdominais, cólica, até alteração de hábito intestinal, alteração de coloração das fezes – sugestivo de sangramento, anemia e perda de peso. Além disto é importante avaliar se há histórico familiar pois existem algumas condições genéticas que modificam todo o acompanhamento e justificam a realização de exames de forma mais periódica e até antes dos 45 anos de idade.

Doença inflamatória intestinal é uma condição que também merece uma atenção pormenorizada.

Dentre os exames que atuam na prevenção além da colonoscopia, temos a sigmoidoscopia, porém apenas parte do intestino grosso é avaliado e o preparo é semelhante. A colonoscopia virtual tem resultados interessantes publicados em alguns estudos, porém com disponibilidade restrita. 

E dispomos dos exames não invasivos – pesquisa de DNA fecal ou sangue oculto nas fezes, e caso venham positivo, teremos que partir para a realização de colonoscopia. A vantagem é que podem ser realizados anualmente.

Mas o objetivo principal é prevenir! Além do acompanhamento regular com médico e da realização dos exames acima, a mudança de hábitos envolve menor consumo de carne vermelha, evitar tabagismo, prática regular de atividade física, e cuidar do peso.

Estudos apontam um aumento de até 30% na incidência de câncer de intestino nos obesos quando comparados aos indivíduos sem excesso de peso. Por outro lado, há uma diminuição importante na incidência e no risco dos pacientes obesos que foram submetidos à cirurgia bariátrica, mostrando o impacto positivo da perda de peso e mudança de estilo de vida. 

O câncer de intestino tem que ser prevenível, tratável e a ser batido. E uma colonoscopia é a melhor forma de prevenir e assegurar a saúde do intestino!

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